31/12/2015

#Resenha 65, Fragmentados, do autor Neial Shusterman.


Sinopse: 

Em uma sociedade em que os jovens rejeitados são destinados a terem seus corpos reduzidos a pedaços, três fugitivos lutam contra o sistema que os fragmentaria .
Unidos pelo acaso e pelo desespero, esses improváveis companheiros fazem uma alucinante viagem pelo país, conscientes de que suas vidas estão em jogo. Se conseguirem sobreviver até completarem 18 anos, estarão salvos. No entanto, quando cada parte de seus corpos desde as mãos até o coração é caçada por um mundo ensandecido, 18 anos parece muito, muito longe.

O vencedor do Boston Globe-Horn Book Award, Neal Shusterman, desafia as ideias dos leitores sobre a vida: não apenas sobre onde ela começa e termina, mas sobre o que realmente significa estar vivo.


RESENHA

Olá pessoal, tudo bem? 

Hoje trago a resenha do livro Fragmentados, do autor Neal Shusterman, lançado pela editora Novo Conceito, cortesia da mesma.

Bom todos aqui sabem que eu sou fanática por uma boa distopia certo? Então, quando recebi esse livro eu não sabia ao certo se ia ou não gostar dele, a capa me lembrava et’s, a frase de efeito por outro lado aguçou minha curiosidade principalmente por eu concordar com ela.

Enfim estava na hora de um dar uma chance para uma nova distopia, abri o livro e comecei a lê-lo...

Well...uma única palavra: PERFEITO.

O livro conta a história de um mundo pós uma Guerra Civil, onde de um lado ficavam pessoas a favor do aborto, e do outro contra o aborto, após o fim dessa guerra foi criada uma Lei da Vida, onde não se poderia tocar nas crianças até os seus 13 anos de idade. 

Quando eles chegassem a essa faixa etária os pais dessas crianças decidiriam se ficariam ou não com elas, aquelas que decidissem por não ficar mais com as crianças, essas seriam encaminhadas para a Fragmentação.

Bom essa parte do livro não nego da um arrepio terrível, pois a Fragmentação é lei, ou seja, ela é aceita por todos, e as crianças que sofrem esse destino tem seus órgãos retirados, vendidos ou doados.

Nessa lógica estranha da sociedade futurística onde o aborto é proibido, mas matar crianças é aceitável, três personagens se sobressaem: Connor que como ele eu me sentiria e muito traída pelos pais caso eu soubesse da ordem da minha fragmentação – que foi o que aconteceu com ele – Risa, sabia que sua hora estava para chegar, ela não ficaria por muito tempo mais na Casa Estadual, e Lev que por um lado já estava preparado pelo o que estava por vir, pelo outro a dor de ser o Dizimo – a décima criança de uma família a ser doada - de sua família o consumia.

Três crianças totalmente diferentes uma das outras, mas com o mesmo destino e a mesma força de vontade de sobreviver.

O destino por algum motivo no meio de tantos acontecimentos resolveu reunir essas três crianças, para lutarem juntas contra as suas fragmentações.

Afirmo quantas vezes for preciso esse livro deixa qualquer um sem dormir, ele nos faz pensar sobre muitas cosias que estão acontecendo no nosso presente, como por exemplo, a eminente explosão de uma Terceira Guerra Mundial, ou como a luta de muitas pessoas contra o Aborto.

Outra coisa que achei muito interessante também foi que o autor mostra aquele fanatismo religioso que encontramos em algumas pessoas, como por exemplo as crianças que nascem para ser o Dizimo de uma família crescem achando que estão fazendo algo maravilhoso, que eles ganharam uma benção por serem o dizimo.

E é nessas partes em que o autor toca em muitas feridas que paramos para pensar, e se isso chegar a acontecer realmente? 

Seriamos contra o aborto, mas entregaríamos de bom grado para o Governo uma criança inocente? Se aborto é repulsivo, matar ou como se chama no livro Fragmentar uma criança não é tão repulsivo quanto?

E nos mostra também aquilo que sempre ouvimos ou às vezes dizemos para nós mesmo, se temos força de vontade vamos longe.

Essas crianças nos provam que essa frase é verdadeira, pois para quem tem vontade e acima de tudo fé consegue as coisas.

A narrativa do autor é diferenciada, pois em uma parte ele narra pela visão do personagem principal e em outra pela visão de um personagem que aparece menos na trama.

Eu amo acompanhar essa trama com essa narrativa, pois assim temos dois pontos de vista, e entendemos melhor a história do livro.

Bom nunca pedi nada para vocês – risos – mas dessa vez vou pedir, parem e reflitão sobre esse livro, vejam o que o autor nos apresenta e comparem com o nosso dia a dia.

Quem leu esse livro, com certeza deve ter em algum momento tido a vontade de entrar no livro e gritar tudo o que viesse a cabeça para os pais que acham interessante entregar seus filhos para a Fragmentação.

Pense naquilo que o autor expõe sobre o fanatismo religioso, sobre o que achamos que é certo e errado.

Pois como diz a frase de efeito desse livro:

Só por que a lei diz, não significa que é verdade.

Não vou contar para vocês o que eu achei do ponto de vista de cada personagem, mas todos vocês no momento em que lerem ele, vão enxergar em Lev o fanatismo por ser um Dizimo, a raiva e a traição dos pais em Connor, e acreditem virei fã de Risa simplesmente pela sua inteligência e por saber agir no momento certo.

Espero que tenham uma boa leitura, e que reflitam sobre o que ela nos apresenta.

Resenhado por Nay
Tony Ferr

Sou Tony Ferr e amo o que faço. Tenho 23 anos, ainda! Sou escritor apaixonado e blogueiro por vocação! Amo romances de época e contemporâneos, falando de amor está na minha estante! A música e a pintura também fazem parte de mim.

Um comentário:

  1. Eu tenho muita curiosidade de ler esse luvro. Ainda mais porque amo distopias.:lv

    http://www.bookstante.blogspot.com

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