04/09/2015

O medo da morte - Coluna Alves

     Por Juliana Alves


     Acordar. Respirar. Sentir o dia. Caminhar pelo mundo. Saborear a vida.
  
     Parecia rotina normal. Cotidiano igual. Mas algo resolveu sair do script. E a vida, nesse dia, se fez banal.

     Arrodeando os entulhos da banalidade, lá estavam: meu desespero, minha angústia, minha dor, meu medo, meu temor.

     Entender a morte e todos os sentimentos que a envolve é, senão o maior, um dos maiores medos que carrego, hoje, dentro de mim. E não me refiro, nesta situação, à minha morte, mas àquele momento sombrio, ingrato e covarde de despedida deste mundo físico daqueles que tanto amo; por quem consigo fazer brotar, cultivar, nutrir e compartilhar os melhores sentimentos que poderiam florescer em mim.

      Parece estranho e esquisito falar sobre isso agora, às vésperas de um final de semana. Soa de modo nebuloso e entristecedor, pois enquanto muitos devem querer celebrar a vida, eu retomo este meu temor.

      Ah, mas essa reflexão não é à toa! Acabei de me deparar com uma situação que envolve a sua protagonista, o que me encurralou, me pôs contra a parede, a ponto de querer discutir sobre este medo e todas as angústias que o permeia, as quais, a todo momento, sempre estou querendo me esquivar, evitar, fugir. Agora, não dá!

      E questionei-me, então: por quê? Por que temer, talvez, uma das certezas mais evidentes na vida de um ser humano?

      E fiquei... Pensei... Calei...

      Procurar a grande resposta para compreender tudo isso, é um desafio! Talvez, porque ela possa nem existir... Possa não ser única... Mas, certamente, estabelece uma conexão muito forte com algumas razões que acreditamos, defendemos e compartilhamos. E essas, por sua vez, estão interligadas intensamente com a necessidade que nós, humanos, temos de perceber, de notar, de sentir somente o que, materialmente, concretamente, se faz presente em nossas vidas. E é essa mesma necessidade que acaba, muitas vezes, conduzindo nossas ações diárias. Controlando parte de nossos sentidos. E em situações mais drásticas, atrofiando alguns deles. E, quase sempre, deixamos de perceber, de sentir, de ver, de tocar e aproveitar o que de melhor esta vida tem a nos oferecer. Ou vocês acham que é comum encontrarmos, por aí, pessoas que possam nos falar das experiências reais deste mundo? Experiências que podem envolver momentos únicos, ímpares. Indo desde a ação mais simples, mas cheia de significados, beleza e pureza, como apreciar o voo de uma borboleta em seu pouso rasante, sedenta, ao encontro do néctar de mais uma flor; até uma situação desalentadora, como o cheiro da miséria, da fome e do abandono... problemas latentes que nós, seres humanos, em plena vida, às vezes, não conseguimos enxergá-los. E com isso, também, não conseguirmos viver a essência daquilo que realmente importa: a vida.

      ... É, talvez eu não tenha encontrado a resposta para o medo que ainda alimento acerca da morte mas , com certeza, consigo perceber o que melhor existe na vida e quero continuar alimentando isso até o momento em que não possa mais fazê-lo, pois viver, é sem dúvida, o nosso melhor presente, por essa razão, não pode ser aberto de qualquer forma, apreciado de qualquer jeito. É preciso sentir a vida com a alma, porque nem sempre o mais importante dela poderá ser avistado. Na maior parte do tempo, isso só poderá ser feito com o nosso coração, porque como já sabemos “o essencial é invisível aos olhos”.

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     Que esse texto possa fazer com que vocês reflitam sobre o que é, de fato, importante neste mundo. Deixem de lado os supérfluos do dia a dia e vivam a essência desse grande presente que é a vida.
     Um final de semana cheio de amor para tod@s vocês!




Tony Ferr

Sou Tony Ferr e amo o que faço. Tenho 23 anos, ainda! Sou escritor apaixonado e blogueiro por vocação! Amo romances de época e contemporâneos, falando de amor está na minha estante! A música e a pintura também fazem parte de mim.

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