28/08/2015

A minha felicidade clandestina - Coluna Alves

Por Juliana Alves


     E tudo começou com a disseminação da palavra. Não qualquer palavra! Mas a de Clarice, Clarice Lispector!

      Em linhas concisas, era possível perceber o que poderia ser considerada uma das mais belas comparações de amor ao objeto livro que, na visão poética dessa mulher, passou a ser visto como amante.

      Foi uma felicidade ímpar receber aquelas palavras, tão lindamente descritas, na manhã daquele dia. Chegaram para mim como um presente. Um presente capaz de inundar de alegria não somente os olhos que percorriam a sua leitura atentamente, mas o coração, o espírito e a própria alma. Aquelas palavras tinham tanto poder, a ponto de percorrer todo o meu corpo, permitindo em mim, naquele momento, um encantador estado de êxtase.

      Meu Deus! Seria um pecado guardá-las somente para mim. Eu estaria sendo a pessoa mais egoísta desse mundo, se assim o fizesse. Afinal de contas, elas poderiam servir para tantas outras pessoas. Poderiam, também, ser motivo de alegria e felicidade para quem as recebesse naquela mesma manhã. Não hesitei! E com o mesmo entusiasmo que as recebi, as compartilhei.

      O resultado daquilo foi maravilhoso: sorrisos, contentamento, agradecimentos, novas partilhas...

     E que sensação boa saber que a simples ação de compartilhar poesia pode provocar tanta felicidade nas pessoas. Mas o que me encantou, ainda mais, foi perceber o crescimento daquelas pequenas linhas. Com a sua partilha, aquele trecho belíssimo, que no início era somente uma criança, ganhou corpo e me foi devolvido crescido, agora completamente adulto.

      Que momento sublime vê-lo e poder desfrutá-lo daquela forma: grande, robusto, forte. Me senti a própria menina ingênua, sonhadora e fantasiosa criada por Clarice. E não menos sortuda, ao receber o livro que tanto sonhara. Meus olhos brilhavam ao perceber que ele, agora, estava comigo. E não era somente uma parte, pois, finalmente, chegara até os meus braços por inteiro.

     Me entregar de coração foi inevitável para senti-lo delicadamente, e desfrutar de toda a magia que ele pôde me proporcionar naquele primeiro momento em que estivemos juntos. E não importava quantos e quem nos avistasse naquela hora, naquela ocasião... o raciocínio não funcionava... a razão adormecia... e a emoção... essa sim, era o que perpetuava dentro de mim. Talvez, no meu íntimo, temesse não reencontrá-lo, não poder está com ele novamente. Não queria viver a espera da “síndrome do dia seguinte” e ficar na ânsia de um momento que, de repente, poderia não se tornar real.

      Por causa do medo, busquei a coragem. Me deixei conduzir por todo encantamento que ele trazia consigo. A entrega foi verdadeira, por inteiro. Experimentei da pura magia. Não me arrependo. Vivi o momento. Fui feliz!

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     Que a magia da leitura continue nos encantando e nos fazendo seres humanos ainda melhores. Uma excelente semana a tod@s!
Tony Ferr

Sou Tony Ferr e amo o que faço. Tenho 23 anos, ainda! Sou escritor apaixonado e blogueiro por vocação! Amo romances de época e contemporâneos, falando de amor está na minha estante! A música e a pintura também fazem parte de mim.

2 comentários:

  1. Gente linda, estou passando por aqui para agradecer a todos que têm disponibilizado um pouquinho do seu tempo para curtir os textos que venho compartilhando no Blog. Estou muito feliz com o carinho e a aceitação de vocês. Um excelente semana!!

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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