06/02/2014

Jane Austen uma romancista britânica

Olá leitores! Trago para vocês um longo post, sobre uma autora que admiro muito, tanto sua imagem quanto suas obras, vocês irão conhecer sobre seus livros e adaptações cinematográficas das suas obras conhecidas mundialmente. BOA LEITURA!! 

Um pouco sobre Jane Austen


Romancista britânica nascida em Steventon, Hampshire, Inglaterra, cuja obra literária deu ao romance inglês o primeiro impulso para a modernidade, ao tratar do cotidiano de pessoas comuns com aguda percepção psicológica e um estilo de uma ironia sutil, dissimulada pela leveza da narrativa. Filha de um pastor anglicano, toda a sua vida transcorreu no seio de um pequeno grupo social, formado pela aristocracia rural inglesa. Aos 17 anos, escreveu seu primeiro romance, Lady Susan, uma paródia do estilo sentimental de Samuel Richardson. Seu segundo livro, Pride and Prejudice (1797), tornou-se sua obra mais conhecida, embora, inicialmente, tenha sido malvisto pelos editores, o que levou por algum tempo ser descriminada no meio editorial. Depois conseguiu publicar o romance Sense and Sensibility (1811), cujo sucesso levou à publicação, ainda que sob pseudônimo, de obras anteriormente recusadas. Vieram ainda outros grandes sucessos como Mansfield Park (1814) e Emma (1816) em um estilo menos ágil e humorístico, porém ganhando em serenidade e sabedoria, sem perda de sua típica ironia. Morreu em Winchester, um ano antes de serem publicadas as obras Persuasion e Northanger Abbey, uma deliciosa sátira, escrita na juventude, ao gênero truculento da novela gótica. Seu poder de observação do cotidiano forneceu-lhe material suficiente para dar vida aos personagens de suas obras, e a crítica considerou-a a primeira romancista moderna da literatura inglesa. 

As suas obras correram o mundo inteiro, sendo publicadas diversas vezes e adaptadas ao cinema e a televisão. Seus Romances doces, cotidianos, e irônicos conquistam leitores até os dias de hoje. Jane Austen teve uma vida curta, ao contrário de muitos escritores, publicou apenas seis romances, Orgulho e Preconceito é considerado sua obra prima. O livro foi representado por diversas estrelas do cinema inglês e americano e teve inúmeras publicações em diferentes décadas. Jane Austen é inspiração para diversos escritores romancistas do século, suas obras são estudadas e criticadas principalmente nas universidades inglesas. 



Vamos conhecer um pouco sobre seus livros e as adaptações para as telonas?


Orgulho e Preconceito

Na Inglaterra do final do século XVIII, as possibilidades de ascensão social eram limitadas para uma mulher sem dote. Elizabeth Bennet, de vinte anos, uma das cinco filhas de um espirituoso, mas imprudente senhor, no entanto, é um novo tipo de heroína, que não precisará de estereótipos femininos para conquistar o nobre Fitzwilliam Darcy e defender suas posições com perfeita lucidez de uma filósofa liberal da província. Lizzy é uma espécie de Cinderela esclarecida, iluminista, protofeminista. Neste livro, Jane Austen faz também uma crítica à futilidade das mulheres na voz dessa admirável heroína — recompensada, ao final, com uma felicidade que não lhe parecia possível na classe em que nasceu.

Adaptações cinematográficas 




Uma das melhores adaptações de Orgulho e Preconceito foi interpretada pela atriz inglesa Keira Knightley interpretando Elizabeth Bennet, a personagem principal do romances. O filme posso dizer sem medo, é ótimo! Impossível você não dar gargalhadas com a mãe de Lizzy, sobre a história do seus nervos! O filme possui uma ótima imagem, e cenas exuberantes dos campos ingleses. As mansões antigas que mostram no filme é de enlouquecer, arquiteturas perfeitas. Vale a pena assistir, sem falar que o sentimento do livro conseguiu ser retratado perfeitamente. Eu mesmo daria Oscar aos atores pela ótima interpretação. 

Confiram o Trailer do filme



O livro também teve adaptações produzidas pela BBC, existem várias minisséries dos livros de Jane Austen. De orgulho e preconceito encontrei recentemente uma muito boa, inclusive retrata todo o livro. A imagem não está tão boa mas vale a pela conferir. A minissérie foi dividida em 6 episódios. Quem quiser assistir confiram aqui no link: http://www.youtube.com/watch?v=wnytxrzWvys  

Emma


Emma Woodhouse, uma jovem bonita, inteligente e encantadora, está decidida a jamais se casar. Ela já possui toda a fortuna e a independência de que precisa e sente-se perfeitamente satisfeita com sua situação, o que não a impede de se divertir planejando casamentos entre as pessoas que a cercam. Ao conhecer Harriet Smith, uma moça de status social mais baixo, Emma decide ajudá-la a encontrar um pretendente que seja um verdadeiro cavalheiro. Porém, a jovem descobre que interferir demasiadamente na vida dos outros pode por em risco a própria felicidade. Para garanti- la, Emma deve superar seus preconceitos e compreender melhor o que se passa em seu coração. Marcado pela inigualável ironia de Jane Austen e repleto de diálogos geniais, Emma é um retrato vívido da situação das mulheres na Inglaterra do início do século XIX.



Adaptações cinematográficas 



Emma é uma das melhores histórias de Jane Austen, o livro, os filmes e as minisséries são inteiramente divertidas. Um dos filmes mais famosos de Emma foi interpretado por Gwyneth Paltrow, o filme foi feito em 1996, mas a imagem ainda está boa para assistir. A história de Emma é bem mais divertida do que a de Lizzy. Na minissérie é possível entender todo o livro, e também recheado de ironias sobre o modo de vida das mulheres da época georgiana. Emma é uma moça totalmente diferente das outras, ela não segue as regras que a sociedade da época impunha. A ideia principal da minissérie é sobre o casamento de Emma, que não aceita de forma alguma casar-se com qualquer um e principalmente sem amor, é impossível não se divertir com suas ideias que acabam trazendo algumas consequências. A minissérie foi realizada em 2009, em 4 episódios, produzida para a TV. A série foi estrelada por Romola Garai e Jonny Lee Miller, nos papéis de Emma e George Knightley. Os episódios foram adaptados por Sandy Welch, aclamada escritora que adaptara outros romances para a BBC, tais como Jane Eyre e North and South, e a direção foi feita por Jim O'Hanlon. A série, originalmente, foi exibida nas noites de domingo, pela BBC, de 4 a 25 de outubro de 2009. (disponivle em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Emma_(2009) ).


Confiram o trailer da minissérie





Razão e Sensibilidade 


Este romance concentra sua narrativa nas idílicas tramas de amor e desilusão em que duas belas irmãs inglesas se envolvem - Elinor e Marianne Dashwood - quando chega a idade do casamento. À procura do amor verdadeiro, as filhas órfãs de uma família pertencente à pequena nobreza enfrentam o mundo repleto de interesses e intrigas da alta aristocracia. Marianne e Elinor representam polos opostos do universo ético de Austen - enquanto Marianne é romântica, musical e dada a rompantes de espontaneidade, Elinor é a encarnação da prudência e do decoro.


Adaptações cinematográficas 



É um premiado filme britânico e americano de 1995, do gênero comédia romântica, dirigido por Ang Lee e com roteiro escrito pela atriz Emma Thompson, com base em romance homônimo de Jane Austen, publicado em 1811. O filme não me agradou muito, até por que a imagem não é das melhores, mas a história como todos os livros de Jane Austen, é ótima. Dessa vez a autora nos trás duas personagens centrais Elionor e Marianne. O filme retrata como todos os outros a essência do livro, embora tenha algumas características bem diferentes dos personagens criadas por Austen. Como em todas as suas histórias as personagens enfrentam alguns problema para poderem ficar com a pessoa que ama. Razão e sensibilidade tem uma leve aparência com Orgulho e Preconceito, mas dessa vez Austen trás duas irmãs órfãs de pai. E sem contar que o filme trás uma grande estrela de Hollywood Kate winslet. 

Confiram o trailer do filme



Abadia de Northanger


A Abadia de Northanger é considerado um dos trabalhos mais ligeiros e divertidos de Jane Austen. De facto, para além dos ambientes aristocráticos da fina-flor inglesa do século XVIII, encontramos aqui uma certa dose de ironia, sátira e até comentário literário bem-humorado. Catherine Morland é porventura a mais estúpida das heroínas de Austen. A própria insistência no termo “heroína” ao longo da obra e a constatação recorrente do quão pouco este epíteto se adequa à personagem central fazem parte da carga irónica da história. E se Catherine é ingénua para lá do que seria aceitável, e o seu amado Henry a personificação de todas as virtudes masculinas mais do que seria saudável, a perfídia dos maus da fita - amigos falsos, interesseiros e fúteis – não lhes fica atrás no exagero. Tudo isto seria deveras irritante não fora o tom divertido com que Austen assume ao longo das duas partes que constituem este livro o quão inverosímeis são as suas personagens…

Acrescente-se a paródia do romance gótico e do exagero em que induz as suas leitoras, e uma crítica inteligente aos críticos que acusam o romance de ser fútil e “coisa de mulheres”, e temos uma interessante historieta de amor, escrita com bastante graça e capaz de ultrapassar a moralidade caduca que nos habituámos a esperar da pena de Jane Austen. 


Adaptações cinematográficas 



Esse livro de Austen é um pouco diferente dos demais, ele tem um toque de suspense sei lá, não sei como descrever isso, mas possui o mesmo ingrediente dos outros um pouco de ironia, romantismo e sentimentalismo. O filme possui uma imagem perfeita e filmado num lugar que somente na Inglaterra se pode achar, os campos e a abadia onde se passa o filme é muito sinistra mais não deixa de ser linda. Os atores eu nunca tinha visto eles em filme nenhum. A história gira em torno de Catherine Morland, como dizem algumas pessoas uma das mais estúpidas heroínas de Austen. O livro apresenta a personagem Catherine, a quarta dos dez filhos de um clérigo de condições financeiras razoáveis, que mora em um vilarejo em Wiltshire. Catherine é descrita como uma jovem normal, sem grandes talentos e nada em especial que chame a atenção sobre si. Sobre a minissérie não tenho muita coisa a dizer somente que está velha o bastante para não se encontrar com imagem e som bom o suficiente para assistir. rsrsrs.


Confira o trailer do filme





Persuasão 



O enredo deste empolgante livro gira em torno dos amores de Anne Elliot que se apaixonara pelo pobre, mas ambicioso jovem oficial da marinha, capitão Frederick Wentworth. A família de Anne não concorda com essa relação e a convence romper seu relacionamento amoroso. Anos após Anne reencontra Frederick, agora cortejando sua amiga e vizinha, Louisa Musgrove. "Persuasão" é amplamente apreciado como uma simpática história de amor, de trama simples e bem elaborada, e exemplifica o estilo de narrativa irônica de Jane Austen, sendo original por diversos motivos, entre eles, pelo fato de ser uma das poucas histórias da escritora que não apresenta a heroína em plena juventude. O romance também é um apanágio ao homem de iniciativa, através do personagem do capitão Frederick Wentworth que parte de uma origem humilde e que alcança influência e status pela força de seus méritos e não através de herança.



Adaptação cinematográfica 



Está com um tempinho que assisti o filme Persuasão, mas como todos os outros, possui a característica da autora. Esse livro foi o último escrito pela a autora, e foi publicado um ano após sua morte. O filme é de 1995, uma adaptação para a TV BBC do romance de mesmo nome de Jane Austen. Foi dirigido pelo diretor britânico de teatro Roger Michell, e seu roteirista foi Nick Dear. O enredo gira em torno de Anne Elliot, filha de Walter Elliot, baronete de Kellynch Hall, a qual sete anos antes dos eventos narrados no romance, apaixona-se por Frederick Wentworth, inteligente, ambicioso, mas pobre, e é impedida pela família de contrair matrimônio com o mesmo. Tal rompimento foi feito sob a interferência da viúva Lady Russell, que não via vantagens no casamento com um homem sem tradições e sem conexões familiares importantes, temendo um futuro incerto para Anne (disponível em http://pt.wikipedia.org/wiki/Persuas%C3%A3o_(livro). Pesquisei um pouco para vocês conhecerem a história. Também nunca vi os atores do filme. A imagem está boa e o filme tem muitas cenas gravadas na cidade de Bath na Inglaterra.  O filme é excelente, vale a pena assistir. 

Austen escreveu Persuasão durante o período em que esteve enferma, enfermidade esta que resultou em sua morte, dando margem a um romance mais curto e menos elaborado do que Mansfield Park e '”Emma”. Ao mesmo tempo, o romance é uma marcha triunfal para a construção do homem. Capitão Wentworth é um dos muitos oficiais navais da história, que ascenderam socialmente por mérito ou sorte, e não por herança. Ele marca um tempo em que muitas raízes sociais foram mudadas, tais como as do antigo rico, Sir Walter, que dá lugar ao novo rico, como Wentworth. O sucesso dos dois personagens irmãos de Austen na Marinha Real é particularmente significativo para a época. (disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Persuas%C3%A3o_(livro).


Mansfield Park 


Nesta original sátira social, uma voluntariosa heroína tenta escapar do labirinto do casamento como garante de um estatuto social, sem ceder nos seus ideais e valores.
Com 12 anos, Fanny Price vai viver com os seus parentes ricos em Mansfield Park. Inteligente, estudiosa e uma escritora com uma imaginação irónica e valores éticos bastante seguros, aproxima-se bastante de Edmund, o único de entre os seus primos que partilha da sua paixão pelos livros. Fanny, que com a idade se tornou muito bonita e amável, depressa atrai as atenções de um vizinho, Henry Crawford. O tio de Fanny, Thomas, fomenta o relacionamento entre os jovens mas, para seu descontentamento, Fanny impõe a Henry que este prove ser digno do seu amor. Enquanto Edmund corteja a irmã de Henry, e a relação entre o dinheiro de Thomas e a escravatura do Novo Mundo se torna mais clara, Fanny tem de avaliar o carácter de Henry e defender o seu coração e a sua orientação.


Adptação cinematográfica


Espero que tenham gostado de conhecer um pouco mais sobre essa admirada escritora, seus livros, filmes e minisséries que levaram as telonas grandes obras primas que somente Austen para criá-las e reescrevê-las. 


By Tony Ferr




Tony Ferr

Sou Tony Ferr e amo o que faço. Tenho 23 anos, ainda! Sou escritor apaixonado e blogueiro por vocação! Amo romances de época e contemporâneos, falando de amor está na minha estante! A música e a pintura também fazem parte de mim.

7 comentários:

  1. Uau! Agora entendi o que você quis dizer com "é grande!" kkk
    Adorei o post, espero que durante o ano eu consiga ler e reler alguns livros meu e espero que tenha algum dela na listinha kkkkk
    bjs, http://resenhasteen.blogspot.com.br/2014/02/a-hora-da-verdade.html

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  2. Oi, Tony.

    Menino este post realemente deu trabalho. hahahaha mas ficou lindo. Parabéns pela dedicação. Bom não li e acho que nem vi na dela. haha

    Pois é, mas espero e quero ler.

    Beijos

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  3. Oi Tony!
    Adorei o post, eu nem sabia dessa adaptação de Persuasão O_O
    sou de outro planeta, eu acho! kkk
    Jane, sua escrita incomparável, nunca haverá igual.


    Mari Siqueira
    http://loveloversblog.blogspot.com

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    1. Eu achei no youtube, mas realmente é muito legal, vale a pena assistir.

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  4. Oiee...
    Clássicos clássicos clássicos, como eu amo vocês, amei o post !!!

    Beijos da Di.
    Parte de Minha História
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  5. Hey you!!!

    Nossa já vi títulos maravilhosos dela, mas acredita que ainda não li nada?! O.O
    Parabéns pelo post, amei!
    Ju

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  6. OIeee!!!

    Menino, adorei seu post!!! Cada dia que passa seu blog está maravilhoso!

    Beijos
    http://ariabooks.blogspot.com.br/
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